A vida não é uma receita de bolo...

em

domingo, 1 de junho de 2014

Alguns dias atrás me peguei pensando em alguns momentos que já passei na minha vida. Coisas que a pouco tempo eram tão essenciais no meu dia a dia, e hoje não fazem falta alguma. E cheguei a conclusão de que quase tudo que a gente tem, ou acha que tem, é explicitamente substituível. Desde pessoas e objetos à hábitos e sentimentos. É tudo questão de achar que devemos ou merecemos ter, a tal da necessidade que o nosso cérebro e corpo criam.

Quando comecei a minha dieta tive uma resposta rápida e clara sobre isso: tudo é questão de costume. A mesma coisa percebi quando terminei o meu namoro de quase três anos. É claro que eu senti falta de Big Bob e dormir abraçada nos primeiros meses, mas conforme essas coisas foram sumindo do meu cotidiano, eu percebi que conseguia perfeitamente ser feliz jantando salada e passando a noite com o travesseiro ao invés de um ombro musculoso e quente. E se eu ainda gosto de Big Bob e amassos na cama? Sim! É claro que sim, mas passaram a ser consequências e não prioridades. As vezes eu fujo da dieta. As vezes eu tento amar de novo. E é assim. Uma coisa substituindo outra.

Foi como quando me perguntaram se eu me arrependia de algo na vida, e eu lembrei que a maioria das minhas atitudes durante a minha existência foram impensadas, do tipo que eu tentava planejar a semana toda, mas na hora de acontecer o roteiro sempre saía diferente. Depois de lembrar de alguns momentos cruéis que esses atos impensados me fizeram ter, eu respondi que não, não me arrependia de nada que havia feito até aquele dia. Porque sempre pensei que, só existe arrependimento quando a gente não adquire nada com determinada situação que aconteceu. E eu sempre aprendi com as consequências dos meus atos, independentes de terem sido bons ou ruins.

Ter sido gordinha foi bom pra mim. Acho que se eu tivesse nascido com uma boa genética de cintura fina, pernas grossas, 1,70 e peitos grandes, eu provavelmente não me valorizaria como eu me valorizo hoje. Porque eu reconheço o que tive que passar pra ser quem eu sou, por fora e por dentro. E por esse mesmo motivo eu amo tudo que tem em mim. Em excesso, em falta. 

E é por isso que eu não aceito essa coisa de ter que seguir uma suposta regra social. Esse lance de acompanhar padrões. 38, M e 37. Namorar, noivar e casar. Acho que não nasci pra ser assim. Eu não quero seguir a receita desse bolo recheado de hipocrisia e sorrisos falsos. Prefiro passar do ponto, errar a massa, exagerar no recheio, e depois comê-lo rindo lembrando de todos os momentos que eu precisei passar em busca do que muita gente acha que tem, ou então não faz questão de ter: a felicidade. 

E se eu sou feliz assim? HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHA MUITO!
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