A disseminação do sentido do blog

em

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Eu sempre desapareço, e sempre coloco a culpa na falta de tempo também. Hoje, tive uma horinha vaga no meu dia. Cheguei em casa mais cedo da faculdade e decidi que faria um post pro blog. Os assuntos, graças a Deus, sempre fluem quando vou escolher sobre o que postar. Mas é sempre aquela mesma escolha entre assuntos e coisas que, pelo mesmo motivo da falta de posts, eu também não aplico no meu dia a dia. 

Parei pra pensar na importância do blog, nesses 4 anos que ele existe, e o quanto ele deve ser importante pra alguém do outro lado da tela em algum lugar do Brasil ou do mundo. Não tô exagerando. Mesmo com as peripécias da vida, ainda tenho a honra de ler e-mails, mensagens e textos incríveis de gente que acessa TODO SANTO DIA pra ler um pouco de mim no blog. Mas aí é que tá. Quão de "mim" eu tenho colocado nesse espaço? O quanto do meu dia a dia aparece por aqui? Estamos fantasiando a vida perfeita? Estamos trocando a realidade pelos sonhos? Foi exatamente nessa reflexão, sentada no sofá que comprei parcelando em 12x no crediário, que pensei o quanto havia um espaço vago entre o que eu realmente sou e todo o conteúdo do blog. 

Mas o que isso significa? Significa que a nossa geração vive pra "glamourizar" o cotidiano de quem acorda cedo, pega ônibus, trabalha o dia inteiro em algo que na grande maioria das vezes não é o que planejou exercer, estuda até o final da noite, retorna pra casa cheia de compromissos e encontra roupa pra lavar, banheiro pra limpar e uma série de coisas que precisar ser e fazer. Mas a gente não mostra cara de derrota pra ninguém né? Por isso é mais viável e aceitável (tanto nos meus, quanto nos seus olhos) compartilhar, por exemplo, a maquiagens do Grammy 2016, que seria o post de hoje. Porque espalhar pro mundo que meus dias tem sido cansativos? Que a minha vontade era escrever, fotografar e criar pelo mundo à fora, mas que no final do mês a faculdade não se paga sozinha e o consórcio do carro fica negativo na conta... 

O que acontece comigo, provavelmente acontece com a maioria das pessoas do país. Gente que precisa trabalhar pra ter direito à estudo. Que não ganhou carro (e nem carteira) dos pais quando fez dezoito anos. E eu não me inferiorizo por isso, pelo contrário, me sinto ainda mais digna por batalhar tanto, TODOS os dias. É por esse motivo que as coisas têm andado "cansadas" por aqui. Mas sabe o que eu cansei de verdade? Colocar nesse blog conteúdo que não fale de mim. Do que sou ou acredito. Do que uso, vivo e aprendo no meu dia a dia. Foi assim que finalizei esse post, sábado, 7:30am, pouco antes de começar a trabalhar, decidi que o Usando Tudo é um diário aberto de como ser feliz com o que tem e usar tudo que podemos para isso! 

Então se você é daquelas leitoras que me lê desde os primórdios do blog, e vive com aquela sensação nostálgica de "cade aquele blog que parecia que eu estava chegando em casa, tirando o sapato e me esparramando no sofá?" eu digo "Tá aqui! E vai ter muita perna esparramada nos sofás parcelados da vida!". 

Tem coisa boa, de verdade, vindo por aí. Aguardem ♥
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